segunda-feira, 17 de junho de 2013

promassas

a vãguarda p(r)otesta(s):
alquém autorizou as bases a irem para as ruas protestar?
esqueceram-se as bases que apenas executam, não concebem?
que são retaguarda?
logo, têm que ir atrás da (sempre após e para onde for) vãguarda?
a vãgua reafirma:

massas têm que ser amassadas. afinal, são bases, e base fica embaixo, debaixo, sob... de baixo!
do sol, só a vãguarda.
mas a vãguarda é o sol: em-si, para-si. 

domingo, 16 de junho de 2013

tondewida

se a wel-laton wel-la por wós, quem apagará wossas luzes?
a wel-laton é meu fator e nada me denunciará.
deitar-me faz em verdes prantos
enquanto houver wel-la serei
forever Young
forevermente feliz
forevermente jovem
wel-la-ton: ditando o tom da wossa wida.

e aí, quem dit’o’tom?

puraventura

Por_a_ventura já vistes, alguma vez, o boizinho se submeter, espontaneamente à faca, ao espeto e à churrasqueira para ser assado e comido por vossa excelência?

Por acaso foi a vaquinha convencida apenas pelo diálogo e pela educação a se tornar comidinha para @s filh@s de vossa excelência?

sábado, 15 de junho de 2013

hoomem

Ho womem, dizem
é um ser gregário, agregante.
Nascei na Gregária.
nascecrescereproduzemorre! ‘eta vidinha besta...!’
coordenação
suboordinação
peço-vos vossas orações, com muitas preces, pelos cânticos
pois não consigo me
coordenar
suboordinar
à ditamole do ser social
ser ser social não é natural
talvez por eu ser a-gregante, a-gregário
ou talvez seja eu apenas um ser ‘primitivo, bárbaro’, que um dia chegará a ser social?
talvez eu seja apenas um ante-gregário, um errante.
sem pós, sem durante, sem dantes.

quando eu me acertar e tornar-me-ei-sido um ser gregado
coordenado
suboordinado
agregrante

aí eu se suicide-me
e me agregarei-se com os seres pós-sociais do
“nós que aqui estamos por vós [des]esperamos”
reticentes
reticências

anti(a)gregários do planeta: agreguei-vos!


contrato daformade agregação

quarta-feira, 12 de junho de 2013

notícias do fim do mundo

Nos próximos segundos, chegam a Marília, para ficar por tempo indeterminado, brigadas de elite da Força de Paz da ONU, da Força Nacional e da Polícia Pacificadora.
Não, não. A questão não é a ocupação da Direção da Fefecê pel@s estudantes. Isso se resolve com diálogo e com umas canetadas da Reitoria aprovando as reivindicações d@s guerreir@s.
O motivo da vinda desses embaixadores da paz a Marília é conter a onda de violência crescente na favela do Morro dos Docentes. Suspeita-se até mesmo da atuação de milícias universitárias.
Procurado para comentar o assunto, Marx disse que tudo o que tinha a dizer já havia dito, noutra ocasião: porque o próprio educador tem que ser educado.
Já Weber compreendeu tudo. Disse que, por questão de ética, manteria o silêncio, pois tem um carisma muito grande pela fefecê.
Durkheim disse se tratar de um caso patológico. Sugeriu abrir uma sindicância e fosse nomeado presidente o Sr. Foucault, que, prontamente recusou a indicação, dizendo que estava acostumado a lidar com violência, mas não com tanta violência.  
Donaêne, especialista em segurança pública e violência de Nova Letônia, consternada por saber que a violência tinha chegado ao reduto das pessoas de alta crasse, de alto saber, cheias de títus di dotô, da área da pedagogia, mas carentes de educação, foi enfática: ‘a coisa tá feia, só de oiá pro outro as pessoa já tão matano... tão dano tiru na cara pra vê os zóios ixprudí!’
Levi Strauss, constrangido por ter de comentar sobre uma comunidade onde é tão invocado, disse que não utilizaria expressões como “barbárie” e “primitivismo”, pois seria uma espécie de heresia-antinômica.
Jeca Tatu desconversou. Deu uma puxada no creme, uma catarrada, uma pitada no paiero e mandô vê: ‘eu sempre disse que escola num dava educação pra ninguém. É esse bandu di burro que não sabe e diferença entre iscola e iducação. Ducação vem di berço! Pur isso qui meus fíi foi inducadu tudincasa.’
Entrevistado, Patativa do Assaré resumiu: poetas di cademia! tá fartando postura de pós-dotorado!
A presidenta da ONGA DOcENTES PELO DIREITO DE BATER, Dra. Violletta Viollentta Viollantte, que tem como referencial teórico, graduação, mestrado, doutorado e pós-pós-pós doutorado em Pedagogia da Porrada, disse que na mácademia todo mundo é violento conforme a própria maneira. Disse que essa modalidade de violência só está assustando porque passou a ser utilizada agora, mas que logo pode se tornar normal. “Tudo que inova assusta, ainda mais na pedagogia, uma área conservadora! Eis um novo campo de pesquisa!” Disse ainda que a academia é violenta por natureza, prevalecendo a violência simbólica. Disse que todo mundo tem culpa no cartório e, recorrendo aos Racionais MCs, disse que, como no Carandiru, na academia não tem santo. Violência é só uma questão de representação: da parte da violentante e da parte da violentada. Defende a pedagogia da ação-reação: se levar uma na esquerda, devolva dez na direita. “É dando que se recebe e é recebendo que se dá, está em Maucel Maus, no Ensaio sobre a porrada!”, brincou sério, e encerrou em tom lúdico: “uma braçadinha, um empurrãozinho, uma palmadinha, um tirinho de pontoquarenta... não dói... é essencialmente pedagógico! é só consultar a história da educação”.
O presidente da associação de mães de filh@s do ICC procurou o Cãocelho Titelar para manifestar a preocupação com a segurança das crianças e das próprias mães: “a violência está solta! não sabemos quem será o próximo! até os cachorros do campus sumiram!”
Já o advogado do Rei_Thor disse que só se manifestaria após notificação judicial. Entretanto, disse que sugeriria ao reitor que, em vez de utilizar o Batalhão de Choque para proceder a reintegração de posse e a desinvasão da Direção, que delegue esse serviço a Miss Braçada. Será mais barato, mais rápido e mais violento que os butina!
Um informante, que pediu anonimato, disse que cogita-se a possibilidade de a próxima reunião da Congregação ser desagregada, ou seja, via videoconferência, para garantir a integridade física dos boina-quadradas-de-babador.
A vanguarda da vãguarda aguarda ordens da vanguarda da vãguarda da V Internacional para se pronunciar, mas, oficiosamente, entende que se trata de uma lutinha entre frações da mesma classe. Um espectro ronda o campus... ‘à noite eu rondo a cidade...’
A Sala da Egrégia Justiça Divila se recusa a dar informações sobre o caso, pois, por deliberação do Exmo. Sr. Dr. Meretríssimo Luiz Sinistro de Direita, o processo não corre em segredo de justiça. "Uma questão de ética!"
O repórter tentou entrevistar lideranças do Morro dos Doentes, mas foi ameaçado de morte e teve de sair correndo, abandonando inclusive os equipamentos de trabalho.
A redação deste Jornal recebeu, na mesma data, ligações anônimas dizendo que a Milícia Medieval atentaria contra as instalações e contra a vida dos funcionários do Jornal, caso a matéria fosse publicada.
Nesta madrugada o prédio do Jornal foi destruído, não por incêndio, mas por braçadas e empurrões. Ninguém foi preso. Há algo de obscuro na ilha do mar, ou melhor, na mar.ilha. Ilha dos camanadas: K_mar.ilha! Nada de novo na terra das bolachassassina! Bolachada nela! Comxocolatesdell!camarilhas!

El fim del mundo no fim do mundo.

Ou apenas o começo de um novo mundo?

https://www.youtube.com/watch?v=DsWNgOn-4hE

https://www.youtube.com/watch?v=oRNMRaIrZpA








segunda-feira, 10 de junho de 2013

lulu

luz light
claridade dai-te
lua minguante
mente também
mente quem diz que tem a mente aberta?

e quem diz que a lua é cheia?

daqua

“os dados estão lançados”
os quadros já estão pintados.
mas,,,
dá pra revogar, renovar esses outros
quadros?

só com golpe de exquadros!