O antiministério
do esquecimento adverte:
RECORDar faz
muito mal à memória.
Paga
“plano funerário” e piamente crê que tem “plano de saúde”.
Sente-se
incluído.
Plenamente.
Bióloga.
Daquelas das boas.
Darwin na artéria.
Cientifiquérrima.
Especializada em peixes polares
setentrionais.
Explicaram-lhe sobre as várias espécies
de pombas.
Inquirida, não titubeou:
A Pombagira, óbvio!
“Pendanmia”
“Pandenmia”
“Peindemia”
“Pendemia”
“Convinte”
“Conví”
“Covinci”
“Counvinde”
“Convit”
“Covind”
"Convite"
“Convid”
.
Cada dia, a
cada momento, ela neoneologizava a pandemia e a Covid-19 de diferentes formas.
Porém...
Em pleno 1º
de janeiro de 2021 ela, ao dizer “Covite”, acaba, sem querê-lo, de criar uma
variante-síntese de todas as variantes anteriores:
Covite-21:
uma fórmula inflamatória da Covid-20.
Anos novo,
terminologias nova.