quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

domingo, 14 de dezembro de 2025

hamtisçociau

 









E um belo dia

Ela recusou-se a se uberizar 

Foi, instantaneamente,

transmetamorfoseada numa asquerosa inseta













nasdaktowns

 










é natal

pessoas sorriem, felizes

porque é natal






porque é natal?

por que é natal, por quê?












dinvasours










como um indesejado estrangeiro clandestino dentro de si

















    








 

sábado, 13 de dezembro de 2025

pansçakho

 










Voltando à casa, ele encontra um vizinho, desconhecido, arrastando algo aparentemente pesado pelo corredor. Solidariza-se e propõe-se a ajudá-lo. A proposta de ajuda foi aceita.

O objeto é um saco de pancada. O vizinho diz que irá jogá-lo no mato, por razões de mudança de residência.

Ele se recorda das esportistas sobrinhas de uma pessoa muito gente boa. Será que o objeto poderia ter utilidade para elas? Aceita a proposta de doação feita pelo vizinho e leva o objeto para a sua casa, acomodando-o num canto da redonda sala.

Após alguns minutos, bate-lhe à porta da preocupação um incômodo e ordinário pensamentozinho: e se dentro do tal saco houver algo resultante de um crime, por exemplo, um corpo humano, armas, drogas, joias, dinheiro etc.? E agora? O que fazer, uma vez que a possível evidência já está dentro da sua casa? Bastaria um anônimo telefonema do vizinho para a polícia e, pronto, a casa cairia e ele, doravante, tornar-se-ia um criminoso.

Pensou em colocar o objeto no carro e despachar no mato, mas… e se a polícia o abordasse no trajeto ou bem na hora da desova? E se a polícia já estivesse no portão, esperando-o para dar o enquadro? Lembrou-se do São Machadão: “preso por ter cão, preso por não ter cão”.

Mas, nada que um bom livro bom não ajude a resolver ou ao menos mitigar, ainda que momentaneamente. Ao som de “O peru rodou”, de Maria da Inglaterra, abriu uma gelada, sacou da estante “Crime e castigo”, de Dostoiévski, deitou-se na rede e fez de conta que a sua pré-ocupação não passava de uma hiperimaginativa fabulação literária, resultante das diversas leituras de romances policiais.














tmrthe

 










todos os dias

ora adiantado

ora mais atrasado

monta na sua surrada barra circular 

desce a Teresina

rumo a Teresina

pegar no pesado