quarta-feira, 28 de março de 2018

popo





Pobre.
Faz piada de pobre.
Sobre pobre.
Arqui pobre.
Supra pobre.

Pobre.
Faz piada de pobre.

Mas não questiona as razões da pobreza.
Até porque a pobreza alheia interessa a alguém...

Pobre.
Humor pobre.
Di baxa crássi.

Pobre pobre!
Que se pensa nobre...





terça-feira, 27 de março de 2018

sor





A hiena também, naturalmente, sorri.

Mas, no facezap, o sorriso é ensaiado, naturalmente.





VIII SIMPÓSIO SOBRE REFORMA AGRÁRIA E QUESTÕES RURAIS DA UNIARA ESTÁ COM INSCRIÇÕES ABERTAS




VIII SIMPÓSIO SOBRE REFORMA AGRÁRIA E QUESTÕES RURAIS DA UNIARA ESTÁ COM INSCRIÇÕES ABERTAS
Publicado em: 23/03/2018
Estão abertas as inscrições para o VIII Simpósio sobre Reforma Agrária e Questões Rurais, promovido pelo Núcleo de Pesquisa e Documentação Rural – NUPEDOR e pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente – PPG-DTMA da Universidade de Araraquara – Uniara. O evento, que terá como tema “Terra, Trabalho e Lutas no século XXI: Projetos em Disputa”, será realizado nos dias 6, 7 e 8 de junho, sendo o primeiro dia a partir das 18h, e os outros, a partir das 9h, na unidade I da instituição (rua Carlos Gomes, 1338, no Centro).
As inscrições, oferecidas a quaisquer interessados, devem ser efetuadas pelo link https://goo.gl/qyFCqB, onde também estão disponíveis mais detalhes sobre o evento e sua programação completa.
A pesquisadora do NUPEDOR e do PPG-DTMA, e uma das organizadoras do evento, Daiane Roncato Cardozo, comenta que o Simpósio é importante “no sentido de fomentar o diálogo acerca de questões multidisciplinares entre os participantes, e de promover espaços para interações e reflexões sobre as temáticas a serem tratadas, bem como a disseminação do conhecimento de novas metodologias e abordagens utilizadas nas diferentes realidades regionais do país e na América Latina”.
“Além disso, ele vai buscar revisitar temas antigos que, na atualidade, recebem outras ‘roupagens’, mas que requerem atenção, destacando-se também a relevância da relação dos povos tradicionais e suas cosmovisões para a construção de outra sociedade”, completa.
O espaço, de acordo com ela, será utilizado para a discussão sobre política de assentamentos rurais e de reforma agrária, abrangendo culturas, políticas públicas, territórios, diversidades das categorias sociais do campo e os seus modos de vida. “O intuito é promover diálogos, debates, proposições entre diferentes fatores sociais envolvidos com a pesquisa, ensino e extensão, e a formulação de políticas públicas no meio rural, de modo que isso contemple pesquisadores, professores, estudantes de graduação e pós-graduação, assentados, agricultores familiares em geral, técnicos agropecuários, representantes de movimentos sociais, do governo, e da sociedade civil”, destaca.
Daiane comenta que a programação do evento contará com uma conferência de abertura, que abordará seu tema central, e três mesas de discussão: “Resistências e construção das autonomias na América Latina: um mito do coletivo”, “Políticas Públicas e Direitos: rota de colisão?”, e “Agroecologia e cosmovisões para uma outra sociedade”. “Também teremos uma roda de conversa sobre ‘Assentamentos rurais, povos e comunidades tradicionais: modos de vida e experiências diversas’”, revela.
A pesquisadora finaliza informando que os interessados poderão submeter seus resumos de trabalhos completos, dentro de diversas seções temáticas: políticas públicas, questão agrária, trabalho no campo, saúde, segurança, mecanização, agricultura familiar, soberania alimentar, questões ambientais e ruralidades, agroecologia como alternativas de desenvolvimentos rural, experiência de capacitação e extensão rural, cultura e conhecimentos tradicionais, gênero, juventude e família, e educação do campo.
Detalhes sobre o NUPEDOR e o PPG-DTMA da Uniara podem ser obtidos no endereço www.uniara.com.brou pelo telefone 0800 55 65 88.


domingo, 25 de março de 2018

pounto gê






I



Ontem, 24/3/2018, conheci um alguém. Um truta? Um mano? Uma pessoa, gente? Possivelmente uma pessoa, possivelmente.

Ele não era o Papa, mas disse: “Pode me chamar de G”.

Na real, não conheci G. Apenas interagi, por força de dadas circunstâncias, por pouco mais de uma hora, com G. Exceto pelas circunstâncias e sua força, talvez eu ignorasse ou fugisse de G. A recíproca, talvez, também verdadeira fosse. Ou seja. Ou poderia ser.

Quem é G? Não sei quem é G. Quem foi G? Que faz G? Não sei o que G faz, nem o que faz G. Pelo que percebi, racionaislizando, “tá na correria”.

Dimo comentou algo mais ou menos assim [e quem um conto reconta, reduz ou aumenta no terço as contas]: “... não deve ser fácil a vida do G. ... Ele tem estereótipo...” Pode crê. Concordo, em termos, com Dimo. Esse dimótico comentário desencadeou diversas tretas pensamentais em mim. Pensar sobre minha gêzice, sobre minha geidade...

Se tivesse eu “opção”, teria interagido com G? Provavelcertamente não. G foi força das circunstâncias, circunstâncias forçadas, forçosas.

G, “sua esposa” e seu piá instigaram-me a pensar coisas que eu não havia pensado. Coisas que não pensara aprofundadamente. Coisas impensadas, coisas impensáveis. Coisas...

             

 II



Domingo, 25/3/2018, cinco da matina, BR153, Km 200 sentido norte. Noite escura e silenciosa. Rodovia só para mim. Sozinho, silenciosa e só pra mim... que nada! G estava lá deblaterando em meus pensamentos. Deblatera meus pensamentos.  G provoca-me, debocha-me, pisa em meu ponto J, e isso, para mim, não é nem um pouco prazeroso, aliás, ao invés.

“G tem estereótipo.” Podes crê! Concordo, em partes.
G tem várias coisas. Mas G também não tem várias coisas. Coisas várias. G tem coisas ambíguas, ambivalentes, coisas que nele não valem a mesma coisa que noutros coisinhos, noutras coisinhas.

Afinal, no final, o que me faz diferente de G? Nada? Pouca coisa? Um limiar tão tênue e imaginário como o tal Meridiano de Greenwich ou como a tão consistente e palpável dita linha do Equador?

A que distância estou de G? A que distância G de mim está? O que fez, o que faz com que G tenha se tornado (ou tenha sido tornado?) G, e não J? Por que G é somente G, e não tratado como “Sr. G” ou “Dr. G”?  
G é ou está G?

E eu? Queerzando o pensamento, não sou G ou não estou G?

Pensando bem, talvez eu e G (sem intenção de ofendê-lo, G) sejamos tão parecidos ou tão diferentes como, para pessoas analfabetas, as letras "g" e "j" em pronunciadas palavras, como, por exemplo, jiló, gengibre, jeito, viajem... viagem, gente!



III


Só pode tentar entender algo desse papo gê quem vivenciou esse momento gê ao vivo, e não assistindo um programa de auditório de TV.




Dedicado a @.






quinta-feira, 22 de março de 2018

kaninus sapiens




Estava eu “a pensar na morte da bezerra”.


Sem querer, quase querendo, me peguei pensando na morte da Kadela da Fuzuê.


De repente entrou no cenário do meu pensamento a morte da kadela Maila.


Imediatamente morri meu pensamento, antes que ele me morresse.


Sobre (in)determinadas coisas, ainda mais sob coisas (in)certas, talvez seja menos pior não pensar. Ou não...


p. s. I: Passadas quase duas (duas?) décadas, às vezes (me) parece que Maila vem me visitar... em pensamentos, em memórias.  Às vezes meus pensamentos até ela vão. Às vezes, casualmente não por acaso ou casualidade, encontro nas ruas algum@s kadel@s que me remetem a ela. E eu, que não creio nem quero reencarnar (ao invés!!!), por alguns instantes gostaria que ela ressuscitasse ou reencarnasse, preferencialmente naquele mesmo corpo, e que pudéssemos viver mais uma vida, uma outra vida, preferentemente noutro mundo, necessariamente com um outro eu. Ela? Ela podeveria ser a mesma, pois ela mesma talvez me ajudaria a me fazer de mim um outro eu.

p. s. II: De Maila não mais tenho foto – talvez apenas uma vaga imagem na memória – e neste momento também não quero vê-la. A foto. Em foto.



quarta-feira, 21 de março de 2018

extruturau




Historicamente ignorante

Era uma ignorante histórica.

E também teológica.

Faz da sua história uma teologia.

E da sua teologia, uma história. Ou pior, a história.



Defensora incondicional da família estruturada.

“Família estruturada é papai, mamãe e ‘filinhos’. Vivendo sob um mesmo 

teto. Em união. Perfeita. Família estruturada, logo, lar abençoado.”



O tempo passou. Filhos casaram. Marido morreu.

Um dia concluiu: não mais tinha uma família estruturada.

Agora sua família é ex-truturada.

Coisas da vida, desestruturante dos discursos estruturadeiros...




evento mulheres feminicídio - Semana da Mulher na Unesp tem debate sobre feminicídio




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Semana da Mulher na Unesp tem debate sobre feminicídio
Atividade promovida pelo NUDHUC será nesta quarta-feira (21), às 19h30
[20/03/2018]
A Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Unesp, Câmpus de Marília, realiza na noite desta quarta-feira, 21 de março, o debate "Feminicídio sob as perspectivas jurídica e sociológica". O evento é promovido pelo Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania (NUDHUC) da Universidade e será realizado no Anfiteatro da Unidade (Av. Hygino Muzzi Filho, 737) a partir das 19h30, gratuito e aberto ao público.

O debate se dá pela importância dedicada ao tema em março, mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. Participam da mesa de debates Viviane Sponchiado, da Delegacia de Defesa da Mulher; Mariana Tordin Noen, da Unesp de Marília; Luís Antonio de Souza, da Unesp de Marília; e Tereza Baraldi, do NUDHUC, que fará a mediação do debate.
cartaz-mesa-semana-da-mulher.jpg

Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania

O NUDHUC é uma entidade sediada na Unesp de Marília e que congrega representantes de diversas entidades civis, religiosas e universitárias, atuando na formação e na ampliação da consciência de cidadania em diversos setores da comunidade, como nas áreas da infância e adolescência, enfrentamento ao tráfico de pessoas e direitos das mulheres, entre outros, atendendo demandas advindas da cidade de Marília e região sobre essas questões.

Em dezembro de 2012, o Núcleo recebeu o Prêmio Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República na categoria Educação em Direitos Humanos, que foi entregue em mãos pela então presidente do Brasil, Dilma Rousseff. O prêmio foi uma forma de reconhecimento pelo valioso trabalho da entidade que atua em nome dos direitos fundamentais inerentes a todos os seres humanos.

http://www.marilia.unesp.br/#!/noticia/2205/semana-da-mulher-na-unesp-tem-debate-sobre-feminicidio/